02/09/2026

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VI Encontro Internacional das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena: «Semeadoras de Esperança que Transforma»

VI Encontro Internacional das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena: «Semeadoras de Esperança que Transforma»

 

 

De 19 a 26 de julho de 2026, realizou-se, em Angola, o VI Encontro Internacional da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que reuniu religiosas provenientes de diferentes Províncias, comunidades e países, num evento marcado pela oração, reflexão, formação, missão e profunda comunhão fraterna. Ao longo da semana, o tema «Semeadoras de Esperança que Transforma» iluminou cada conferência, cada diálogo e cada experiência vivida, fortalecendo a identidade congregacional e renovando o compromisso missionário.

 

Um início marcado pela fé e pela comunhão

 

O encontro teve início com a Celebração Eucarística na Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Km 9 – Viana, num ambiente de grande participação da comunidade local. Como recordou o Padre Benvindo: «Foi esta Congregação que cedeu o espaço onde foi construída a Paróquia.»

 

Durante a tarde, a Madre Provincial anfitriã, Irmã Maria Manuela Nacandumbo, acolheu as participantes com palavras de gratidão e alegria, destacando o empenho da Madre Geral, Irmã Rosilene Linares, «pela sua sabedoria, dedicação incansável e transversal, e pelo primor com que preparou e nos ajudou a preparar este Encontro Internacional.»

 

A Madre Geral abriu oficialmente o encontro, iluminando-o com a Palavra: «A esperança não dececiona» (Rm 5,5). Sublinhou que este é um tempo santo de memória agradecida, de escuta recíproca e de renovação da entrega à missão.

 

Formação integral: a esperança que transforma

 

Os dias seguintes foram dedicados a uma profunda reflexão sobre a missão e a formação, através de conferências que abordaram diversos temas.

 

Em primeiro lugar, o Padre Alberto Sissimo destacou que ser semeadora exige competências, métodos e objetivos, mas sobretudo «uma vida radicada na Palavra de Deus, no seguimento de Cristo e na humanização que gera humanidade.»

 

Por sua vez, o Padre Basílio Nuno Calundo, SJ, apresentou a formação como um processo contínuo que integra as dimensões humana, espiritual, comunitária e missionária. Recordou que a esperança cura, fortalece e abre caminhos de reconciliação.

 

As jovens em formação — aspirantes, postulantes, noviças e junioras — partilharam os seus desafios, sonhos e propostas para o futuro da Congregação, manifestando maturidade, compromisso e entusiasmo.

 

Diretrizes para a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis

 

Um dos momentos mais significativos do encontro foi a apresentação oficial das Diretrizes para a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, documento normativo que, a partir de agora, orientará toda a vida institucional da Congregação.

 

As Diretrizes expressam «a firme determinação de corresponder, com verdade, prudência, justiça e transparência, às exigências evangélicas, humanas, éticas, canónicas e institucionais de prevenção, proteção, acompanhamento e responsabilização perante qualquer forma de abuso.»

 

Este compromisso reforça uma cultura do cuidado, da transparência e da corresponsabilidade, envolvendo as Irmãs, as pessoas em formação, os colaboradores, os voluntários e os parceiros da missão.

 

Missão: a esperança que se faz serviço

 

O Arcebispo de Saurimo, D. José Manuel Imbamba, refletiu sobre a missão da mulher consagrada como semeadora da Palavra de Deus. Recordou que a verdadeira esperança conduz à renovação da mente e ao discernimento da vontade de Deus.

 

Escuta, diálogo e participação da Família Dominicana de Santa Catarina de Sena

 

O dia 24 de julho foi dedicado à escuta das diferentes etapas de formação e dos vários níveis de liderança congregacional. Aspirantes, pessoas em formação, Conselhos Provinciais e formadoras partilharam as suas expectativas, desafios e propostas para o futuro.

 

A Madre Geral reafirmou a importância de transformar as orientações do Encontro Internacional em protocolos práticos, adaptados às realidades de cada país e de cada comunidade.

 

Leigos, voluntários e Amigos de Teresa de Saldanha

 

O dia 25 de julho foi dedicado ao papel dos leigos na missão dominicana. A Irmã Elizabeth Virgílio recordou que o leigo é «semeador de esperança na família, no trabalho e na sociedade.»

 

O Voluntariado Teresa de Saldanha (VTS) e os Amigos de Teresa de Saldanha (ATS) apresentaram testemunhos de serviço e proximidade, que culminaram numa experiência missionária em hospitais, lares e junto de famílias vulneráveis.

 

A economia ao serviço da missão

 

No último dia, o Padre José Dias Tumoma abordou o tema da gestão comunitária e do uso responsável dos bens, sublinhando que o planeamento, o controlo e a transparência são exigências evangélicas e comunitárias.

 

A Madre Geral reafirmou que tudo deve ser vivido à luz do voto de pobreza e da corresponsabilidade.

 

Peregrinação ao Santuário de Mamã Muxima

 

No dia 26 de julho, último dia do encontro, as participantes realizaram uma peregrinação ao Santuário de Mamã Muxima, vivida num ambiente de oração, alegria e gratidão. Nesta ocasião, o Padre Belchior Isaac recordou que «a vida cristã, mesmo através de pequenas sementes, pode produzir frutos abundantes.»

 

Sementes que continuam a germinar

 

O VI Encontro Internacional foi muito mais do que um evento: foi uma experiência de graça, comunhão e renovação espiritual.

Graças a tudo o que foi aprendido ao longo desta rica semana, unidas pelo carisma de Teresa de Saldanha e fortalecidas pelo Espírito Santo, as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena continuarão empenhadas em ser «Semeadoras de Esperança que Transforma», levando o Evangelho ao coração do mundo.

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