01/02/2026
Noticías do Vaticano
Tanzânia: canossianas ajudam jovens da tribo Maasai diante da tradição prejudicial
Tanzânia: canossianas ajudam jovens da tribo Maasai diante da tradição prejudicial
Depois do caminho que nos acompanhou rumo ao Jubileu da Vida Consagrada (8–12 de outubro de 2025), desejamos continuar a caminhar na senda da Esperança, deixando-nos inspirar por novos testemunhos do Sisters Project do Vatican News, que publicaremos semanalmente no nosso site.
Esta semana partilhamos a história das Irmãs Canossianas, Filhas da Caridade, na região de Arusha, que prosseguem a sua missão de proteger as jovens de práticas culturais prejudiciais, oferecendo-lhes educação e a capacidade de escolher o seu próprio futuro.
Na comunidade Maasai, as normas culturais continuam privando as meninas da infância. A maioria das jovens entre os 11 e 13 anos é submetida à mutilação genital feminina (MGF) e é forçada a casar, frequentemente com homens muito mais velhos, em troca de gado ou dinheiro. Uma vez casadas, essas meninas perdem os direitos à instrução, à liberdade ou ao divórcio. Tornam-se propriedade das famílias dos seus maridos, assumem pesadas tarefas domésticas e têm muitos filhos, independentemente da saúde ou do seu consentimento. Muitas vivem em extrema pobreza, enquanto se agarram a fortes tradições culturais, apesar da modernização.
Mudar a narrativa: a missão das Irmãs Canossianas
As Filhas da Caridade Canossianas, ordem fundada em 1808 por Santa Madalena de Canossa na Itália, dedicam a vida para ajudar os pobres e marginalizados. Em Arusha, entre outras missões, concentram-se na emancipação de meninas aprisionadas em ciclos de opressão cultural.
Reconhecendo a necessidade urgente de agir, em 1966 as Irmãs Canossianas fundaram o Centro de Formação Santa Madalena. Liderado pela Irmã Levina Mzebele, o centro oferece às jovens dos 12 aos 30 anos uma segunda oportunidade através da formação profissional em costura, culinária, produção de sabão e outros ofícios que geram rendimento. As diplomadas recebem máquinas de costura gratuitas para ajudar a iniciar pequenos negócios, obter independência financeira e reivindicar o seu futuro.
A história de Theresia: da pobreza extrema à oportunidade
Theresia Mnyampanda, de 34 anos, é um exemplo notável de transformação e resiliência. Outrora vivia na pobreza, agora é proprietária de uma alfaiataria de sucesso e emprega dez jovens mulheres - cinco das quais treinou pessoalmente. «Transformou-se da pobreza à independência econômica», afirmou Irmã Levina. «Theresia é agora uma líder, uma mentora e uma inspiração».
A jornada de Theresia começou numa humilde casa de barro, uma casa de poucos quartos com uma família numerosa. A extrema pobreza impediu-a de prosseguir os estudos até conhecer as Irmãs Canossianas, que a matricularam no centro e lhe proporcionaram uma instrução gratuita. Depois de se destacar nos estudos, Theresia trabalhou no mesmo centro por vários anos. Durante esse período, poupou dinheiro para iniciar o seu próprio negócio. As religiosas ofereceram-lhe uma máquina de costura, que marcou o início da sua carreira empresarial.
Hoje, ela possui mais de 10 máquinas de costura e administra o próprio centro, onde treina jovens provenientes de ambientes desfavorecidos e contrata cinco delas para produzir e vender roupas. Theresia declara:
“Sou grata às irmãs por terem me transformado do pó à glória. Elas me ensinaram a disciplina e a importância de evitar a ganância. Aprendi que o sucesso passa pelo esforço, pela oração e pela perseverança.”
A ética de trabalho que desenvolveu foi inestimável. Ajudou-a a se tornar autossuficiente, a iniciar o seu próprio negócio e a apoiar os outros. Atualmente, também oferece aulas de costura gratuitas a três meninas pobres e ajuda o irmão mais novo a concluir o ensino secundário e a frequentar a universidade. Juntos, elevaram a família construindo uma casa sólida de tijolos e chapa de ferro. «Sou grata às irmãs», reflete Theresia, ao acrescentar: «já não sou um fardo para a sociedade. Agora administro a minha vida de forma responsável e retribuo aos outros. Essa mudança foi realmente uma bênção».
Necessidade de um espaço seguro
Apesar de sucessos, os desafios permanecem. A falta de albergues obriga muitas meninas a percorrer longas distâncias todos os dias até o Centro de Formação Santa Madalena, colocando-as em risco de sequestro e casamento forçado. «Às vezes, matriculamos 50 meninas, mas apenas 15 a 25 conseguem se formar», disse Irmã Levina. «Sem um lugar seguro para ficar, elas são levadas de volta à tradição», salientou a religiosa.
Para enfrentar esse problema, as Irmãs Canossianas pretendem construir um albergue para jovens em risco, expandir o centro de formação, aumentar as inscrições e introduzir mais programas de emancipação.
O poder de educar uma jovem
«Quando se educa uma mulher, também se dá o poder de mudar a sua vida e a da sua comunidade», salientou a Irmã Levina. Uma mulher instruída conhecerá os seus direitos, escolherá o seu parceiro, evitará tradições prejudiciais como a mutilação genital, educará os seus filhos, sustentará a sua família e transformará a sua comunidade.
A missão das Irmãs Canossianas é mais do que caridade; é um movimento para a mudança. Essas jovens, outrora destinadas a uma vida de dificuldades, são agora agentes de mudança que estão desafiando as normas, remodelando o futuro e criando um legado de emancipação. Através do amor, da instrução e das oportunidades, as Irmãs Canossianas não estão apenas salvando vidas humanas, mas reescrevendo os destinos.
Artigo de Sarah Pelaji, Vatican News
02/02/2026
Marie Murphy
God’s choicest blessings on the wonderful mission your Sisters perform for some of the most vulnerable women in our world…. Marie Murphy, RSM.
02/02/2026
Marie Murphy, RSM.
The Canosa Sisters enable an amazing ministry Especially for women and girls, to be performed…. Thank you Sisters..
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05/02/2026
Gabriela
Molto bella questa testimonianza,le Canossiane del mio paese hanno significato molto nella mia vita,da bambina alla scuola materna,e nella giovinezza come formazione spirituale, sociale e artigianale.Durante le vacanze scolastiche c'era la scuola di lavoro e ho imparato a ricamare,cucire anche usando la macchina da cucire.Riesco a fare molte cose senza dover andare dalla sarta per le varie riparazioni...Ho un bellissimo ricordo delle suore del mio paese che in quegli anni hanno operato sempre con amore tra di noi. Purtroppo con il calo di vocazioni non ci sono più qui ,a Trento conosco suor Daniela Rizzardi,molto attiva con la scuola Maddalena di Canossa. Grazie di tutto!