PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE RELIGIOSAS NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DO TRÁFICO DE SERES HUMANOS
PERÍODO: 02 a 07 de outubro de 2006
LOCAL: Tatuapé São Paulo - SP
De 02 a 07 de outubro de 2006, realizou-se em São Paulo, nA Rua Francisco Marengo, 1432, Bairro Tatuapé. na Casa de Encontros das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, o encontro de formação promovido pela UISG (União Internacional das Superioras Gerais), em parceria com a OIM (Organização Internacional para as Migrações), sobre “Tráfico de Seres Humanos”, dirigido a Religiosas.
Participaram 34 Irmãs de 20 Congregações (Associação Franciscana Mariana Missionária, Bom Pastor, Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário,Filhas de Maria Auxiliadora, Filhas do Sagrado Coração de Jesus, Irmãs do Sagrado Coração de Maria, Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Imaculado Coração de Maria, Missionárias Camilianas Maria Mãe da Vida, Missionárias da Imaculada, Missionárias de São Carlos Borromeu Scalabriniana, Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, Missionárias Franciscanas de Santo Antonio, Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Irmãs Azuis, Passionistas de São Paulo da Cruz, Santa Maria Madalena Postel, Santos Nomes de Jesus e Maria, São José de Concórdia) vindas de 14 Estados, das 5 Regiões do País. Sendo uma representante do Sul, uma do Norte e uma do Centro Oeste, 15 do Sudeste, 14 do Nordeste e duas representantes da CRB Nacional.
O curso foi assessorado por Stefano Volpicelli,sociólogo, Giulia Falzoi,ambos formadores da OIM da Itália e Ir. Franca Artini, missionária Comboniana, representante da UISG. Contou também com Ir. Roseli Consoli do Prado, Oblata do Santíssimo Redentor, referência pela CRB Nacional e Ir. Antonia Dal Mas, Missionária da Imaculada, como tradutora.
Na abertura do encontro, após a apresentação de cada participante, Ir. Roseli faz a acolhida às participantes e aos formadores, dizendo da importância deste evento para a Vida Religiosa, pois a realidade do tráfico de seres humanos é um tema desconhecido ainda para nós - e somos chamadas nestes dias a tocar esta realidade, a somar forças, e articular ações em torno desta causa. Seguidamente Ir. Franca expressou para todas as participantes a saudação da USMI e em particular de Ir. Bernadette Sagma Salesiana e responsavel pelo Projeto por parte da UISG, e a palavra é passada para Stefano que apresentou a gênese deste encontro, explicando que o mesmo nasceu há 3 anos. Isto se deu a partir do Evento realizado pelo Vaticano em 2002, sobre o tráfico de seres humanos. Foram convocadas todas as instituições e organizações que atuavam na área.
O embaixador americano sensibilizou-se e buscou recursos para a formação das Irmãs nesta área, pois se surpreendeu ao ver as experiências que já haviam. Foi confiado à UISG (União Internacional das Superioras Gerais) e à OIM(Organização Internacional para as Migrações) esta formação.
Foi montada uma equipe com representantes das duas entidades e foi elaborado este curso, para pessoas que trabalham ou estão interessadas em trabalhar com o tráfico de seres humanos.
O primeiro ocorreu em Roma e a partir deste, surgiu a idéia de exportá-lo,principalmente para os países de originem e de destino.O curso já foi realizado na Albania, Romenia, Nigéria, Tailândia, República Dominicana. Estando previsto ainda este ano em Portugal e Filipinas. Este tem como objetivo principal a formação das irmãs nesta área do tráfico para articular a Vida Religiosa e formar uma rede.
Após a explicação foi aberta a palavra para perguntas, e a seguir foram levantadas as expectativas do grupo frente a este curso. Também nesta noite foram definidos três objetivos para estes dias de trabalho:
Maiores informações e clareza sobre o tema e sobre o que é possível fazer.
Troca de Experiências e adquirir ferramentas de trabalho
Dar os pressuspostos para a formação de uma Rede
Com a apresentação da metodologia de trabalho e dos conteúdos encerramos esta noite de trabalhos
Iniciamos o dia 03 com um momento orante, e com a comunicação do telefonema de Ir. Maris Bolzan, presidente da CRB Nacional,seguiu-se um trabalho de grupo para a análise de diversos casos destacando as características de cada caso e apresentando uma definição de “Tráfico de Seres Humanos”.
Depois do Plenário, Giulia apresentou o Perfil das migrações internacionais, mostrando a diferença entre contrabando de migrantes e o Tráfico de Seres Humanos, e as definições oficiais aceita internacionalmente de “Tráfico de Seres Humanos” bem como as normativas internacionais acerca do tema. Foi destacado que devemos ter consciência dos diferentes fenêmenos porque cada um tem de ser tratado de forma diferente.
À tarde Stefano apresenta o Histórico do Tráfico, mostrando que sempre existiu na humanidade, e não é uma situação nova.Já existia desde o período Bíblico, e houve momentos que houve uma queda e depois se retoma, acentuando que as grandes potências ocidentais se enriqueceram às custas da mão de obra escrava e barata, provenientes dos imigrantes. Ressalta que a novidade do tráfico hoje é que as protagonistas ou vítimas são mais as mulheres. Devido a diversos fatores do modelo da globalização, aconteceu a feminização da pobreza e com isso as mulheres são as que mais imigram, e as que estão mais em situação de vulnerabilidade.Concluiu mostrando como o tráfico mantem as assimetrias de gênero,classe e raça.
Em seguida voltamos para os grupos de trabalho retomando nas histórias já analisadas, as características positivas das pessoas envolvidas, pois no plenário anterior havia saído apenas características negativas, e é necessário detectar as potencialidades e forças que são demonstradas para o enfrentamento das situações. Realizado o plenário, encerramos o dia com um tempo de oração em grupo e partilha das ressonâncias do dia, através de textos bíblicos que sintetizavam a experiência vivida.
No dia 04 os trabalhos foram iniciados com uma oração preparada por duas das participantes. Em seguida, a palavra foi aberta para levantar questões ou luzes acerca dos temas do dia anterior.
Após esta partilha, Stefano iniciou os trabalhos apresentando os três estados da Prevenção,ressaltando que apresentaria o tema desde um ponto mais ativo e positivo.Fundamentou-se para isto não na prevenção descrita nas ciências sociais, mas sim no conceito extraído da medicina.
A Prevenção desde a perspectiva médica é definida da seguinte maneira: Primária evitar um evento indesejado, Secundária- impedir que se piore a situação e Terciária evitar graves consequências.
Depois da exposição fomos para um trabalho em grupo para elaborar ações de prevenções nos três estados, e foi seguido de plenário.
Na parte da tarde, Stefano concluiu o desenvolvimento do tema destacando que as três etapas estão interligadas, e apresentou a diferença entre Informação - dar apenas a conhecer- e Prevenção - visa mudar comportamentos. O agente da Informação pode estar à distância e esta é finalizada ao dar a conhecer um perigo à população. Já o agente da Prevenção tem de estar envolvido, fazer o caminho com. A prevenção tem a finalidade de mudar o comportamento, é um trabalho educativo e por isso exige tempo e perseverança.
Seguiu-se um trabalho de elaboração de cartazes de Projetos para a Prevenção, em grupos. Após a apresentação dos mesmos, fomos para um tempo de oração grupal e as ressonâncias do dia através de encenações e textos bíblicos.
O dia 05 começou com a oração da manhã preparada por um grupo de participantes, antes de entrar no assunto programado, foi aberto a palavra para ressonâncias, dúvidas, esclarecimentos.
Stefano em seguida apresenta os diversos riscos que envolve o processo migratório, acrescentando que não se dá apenas de um país a outro, mas também de um estado a outro. Os riscos podem ser divididos em 3 fases: na saída, na chegada (impacto com uma nova realidade) e na conclusão, que pode ser com o sucesso ou com o fracasso. A partir desta colocação passa a explicitar as formas de intervenção às vítimas, dando exemplos das formas de intervenção realizadas em sua entidade a OIM (Organização Internacional para migrações).
A parte da tarde foi dedicada ao tema da “Relação de Ajuda”, que é uma ação baseada na comunicação que visa possibilitar a reativação e a reorganização dos recursos do cliente. Foi pontuado que a finalidade da relação de ajuda é promover a auto-ajuda e crescimento do indivíduo através da aprendizagem de capacidade de resposta e de resolução dos seus próprios problemas, utilizando os recursos de que já dispõem no seu interior, mas que estão esquecidos ou colocados de lado. Através destes quatro passos, conscienciosa e profissionalmente implementados é possível atingir o objectivo:
Acolhimento (dar a conhecer à pessoa assistida que estamos do seu lado);
Apoio;
Autonomia;
Empowerment / empoderamento
Também foi sublinhado dois modelos de intervenção, o sistema diretivo e o não diretivo .Foi apresentado que o sistema diretivo parte da grande responsabilidade do ajudante, e pode gerar uma tendência à dependência da pessoa ajudada, e foi privilegiado o sistema não directivo que é de pouca responsabilidade do ajudante, pois incentiva à autonomia e o crescimento da auto-estima. Também foi ressaltado que no sistema não diretivo a pessoa é o centro da atenção do ajudante e não o problema, é necessário suspender o julgamento, a imposição de valores pessoais e estilos de vida e que é uma ação maiêutica.
Também foram apresentados os instrumentos necessários para esta intervenção de ajuda, onde o importante é: ESCUTAR (o ponto de vista do outro, saber repetir), OBSERVAR (o verbal, o não verbal e o contexto), RESPONDER (de forma clara e simples, não se “sobrepondo”).
Retomamos após o almoço, com Stefano propondo às participantes que fizessem um teste: “A resposta natural” (Dez casos tendo cada um 6 hipóteses de resposta escolhendo apenas uma delas. No final havia uma tabela onde assinalávamos a escolha).
Após o preenchimento foi realizada a leitura da tabela. Cada coluna indicava uma tendência natural. As participantes puderam, assim, conhecer a sua tendência, vendo a coluna onde incidiam as suas respostas. Seguiu-se uma discussão muito viva e participada…E concluiu-se sublinhando, mais uma vez, que a ajuda tem de começar por tentar construir uma confiança, dado que a pessoa já está saturada de “ajudas enganosas”. É natural que ela pense que esta oferta seja mais um engano.
O dia terminou com um tempo de oração em grupo e partilha em Plenário.
Dia 06: Após a oração da manhã, iniciada no jardim da casa, onde foram apresentadas ao Senhor diversas ralidades, viemos em caminhada para o salão, simbolizando todo o nosso desejo de prosseguir na luta pela defesa da vida, e a presença do Senhor que caminha conosco. Concluído este momento foi feita a ressonância do dia anterior.
O empoderamento foi o assunto que ocupou a primeira parte da manhã. Empoderamento É uma ação para despertar e potencializar as energias e os conhecimentos presentes numa pessoa de forma latente, é uma ajuda dirigida a potencializar a própria auto - estima e a influenciar positivamente os outros.
A sua finalidade é o fortalecimento da auto-estima da vítima, isto é, a pessoa sentir-se bem consigo mesma, nada tendo a ver com o nível de vida ou a função que desempenha. Isto implica dar um pequeno passo de cada vez e um processo de longo prazo.
Também vimos os dois elementos que destróem a auto estima: a crítica patológica e o senso de dever. A crítica patológica ocorre de diversas formas: generalização, pelo estereótipo, pela seleção da realidade, pela polarização, pelas “auto-correções”, pela interpretação, e pelo sentimento de onipotência impotência. Estudamos em seguida os instrumentos para desativar a crítica patológica que são: consciência = conhecimento + significado, auto - dialogo = falar para si mesmos, auto - reflexão = refletir para “ver-se”, feed back = aproveitar da experiência. O senso de dever é uma ordem que ficou dentro de nós desde a infância, e necessitamos ajudar a atualizá-lo, para que a pessoa possa ser mais flexível consigo mesma e se acolher melhor.
Foi sublinhado porém que trabalhar a identidade e a auto estima não garante que uma pessoa não vá cair no tráfico, pois o fenêmeno migratório e mundial, e há muitas pessoas com tendências nômades. A prevenção então é para construir e não para impedir.
Ir. Franca Franca desenvolveu o outro tema desta manhã que foi o Esgotamento (burn out).Partindo da premissa que no trabalho social é possível viver o esgotamento, é necessário refletir na perspectiva da prevenção. Iniciou apresentando uma definição na perspectiva psicológica e as estratégias para o prevenir e tratar.
Quem ajuda pode posicionar-se ao longo de dois eixos. O vertical: onipotência e impotência (energia psicológica); o horizontal: distância e proximidade (distância psicológica). A posição que teoricamente representa o equilíbrio é o centro para não se cair no narcisismo (entre a onipotência e a distância), no hiper-envolvimento (entre a onipotência e a proximidade), na conspiração (entre a proximidade e a impotência) e no esgotamento (entre a impotência e a distância).
Uma das formas de prevenir o esgotamento é fazer a revisão, individual e/ou em grupo, da própria função e do modo de a exercer, considerando os objetivos que nos colocamos e os limites. É necessário fazermos a revisão e a eventual redefinição dos objetivos. Pois eles são como uma bússola quando se trabalha no ambito das relações de ajuda. Estes apontam-nos na direcção certa e dão os parâmetros para redireccionar o caminho inicial
Um modo simples de fazer essa revisão é seguir a sigla SMART para verificar se o objetivo que nos determinamos é: eSpecífico (delimitar a ação), Mensurável (delimitar o campo), Atraente (significativo), Realizável (alcançável) e Tempificado (prazos, datas).
Foi dado um destaque muito forte ao apoio espiritual, a mística, neste trabalho de Ajuda à Vítima. Indicou os sete passos úteis para fortalecer a energia (força dinâmica de vida que acompanha o crescimento) delineados por Cynthia J Osborne: Seleção (reconhecer os próprios limites), Sensibilidade temporal (utilizar melhor o tempo), Responsabilidade (ser profissional e colaborar em equipe), Medição e gestão (gerir as próprias energias), Curiosidade (cultivar o sentido positivo e novo da vida), Negociação (consciência de que damos e recebemos nas relações de ajuda) e Reconhecimento (das causas, sua importância e urgência).
Concluiu enfatizando a importância de reconhecer a nossa contribuição, que mesmo que pequena é válida, e não esperar elogios, mas nos valorizarmos, pois isto ajuda a conservar e fortalecer a energia interior, bem como reconhecer a “presença de Deus” nas pessoas que encontramos para a relação de ajuda.
Na parte da tarde Stefano explicitou os dois tipos de formação de uma Rede. Esta pode ser simples (mesma matriz, há um consenso, compartilha objetivos e códigos) ou composta (papéis e organização diferentes, necessita encontrar o objetivo comum). A nossa ação em rede tem que ser unida por um ponto comum, ou seja ir de encontro com nosso carisma.Também quanto a finalidade, apresentou dois tipos de redes informativa e operativa. Com relação à estrutura pode ser aberta ou fechada. E pode ser de dois modelos centrífuga ou centrípeta.
Esta exposição foi concluída reforçando que nós vivemos num mundo de redes. A ligação acontece pelo objetivo comum, pelo compromisso e pela localidade geográfica, uma rede se sustenta no trabalho efetivo que faz. Porem foi ressaltado que este momento é apenas “o chute inicial” para a formação da rede, como já havia ressaltado no primeiro dia, a nossa articulação se dará no próximo encontro que ficou definido para os dias 28,29,30,31 de março e 01 de abril de 2007.
Nesta noite, após o jantar as participantes reuniram para um momento de confraternização, de recreação, danças e para celebrarmos o aniversário de Dorismar, uma das participantes.
O último dia de trabalhos (07/10) foi iniciado com uma bonita oração,onde cada regional estava simbolizado por uma vela, e expressou seu compromisso frente a esta realidade que tocamos estes dias do tráfico de seres humanos. Concluímos rezando o Pai Nosso de mãos dadas, simbolizando a ajuda mútua e o trabalho conjunto que queremos realizar.
Em seguida fomos para um trabalho em grupo por regiões para elaborarmos um plano de ação até o próximo encontro. Também surgiu a idéia de elaborarmos uma carta aberta para ser enviada a todas as congregações, através da CRB Nacional e formou-se uma equipe para redatá-la.
No plenário foi lida o conteúdo da carta aberta, e após algumas correções e acréscimos foi aprovada por unanimidade. Também os regionais partilharam seus planos de ação.
* Região Sul (Santa Catarina),Norte (Rondônia) e Centro Oeste (Goiás), fizeram juntas pois havia uma representante de cada local e ficou assim;
Objetivo:Proporcionar informação e concientização à vida religiosa do núcleo e a grupos afins, sobre a importância da luta no combate ao tráfico de seres humanos.
Duração :6 meses.
Público alvo: núcleo da CRB, Conselho Municpal de Assistência Social e Ong’s.
Ações: Repasse do encontro; conscientização da importância da luta contra tráfico de seres humanos.
* Região Nordeste ( Piauí, Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba)
Informação (buscar)
-criar um grupo de estudo em Teresina,
-manter contato via internet com outros estados.
Articulação
- ver o que existe e participar ex: pastoral da mulher e do migrante, etc.
Participação
- Bahia Treinamento IRPA em novembro
- outros estados encontros com grupos afins
- Mapear o que existe em nossa realidade local à nível congregacional, pastoral, no bairro, etc.
- Troca de trabalhos existentes
- CRB Regional GRIMPO, comunicar, partilhar, garantir espaços e o repasse do curso.
*Região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo)
Despertar acordar informar a Vida religiosa, através de sites, boletins regionais, informativos da diocese, artigos na convergência (conta gota para conscientizar).
Envolver os regionais, as mídias fazendo um repasse do que foi feito aqui, em nível geral
CRB Nacional Repasse para a Diretoria, para a ampliada, para o grupo de teológos.
Congregações repassar para as nossas congregações, províncias nas diversas assembléias.
Aproveitar do material da Congregação da Ir. Joana (Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e de Maria) para a articulação do trabalho.
Ver como se integrar a UNÂNIMA órgão internacional que integra congregações no combate ao tráfico.
CRB São Paulo - promover um encontro de final de semana. Início do Ano para fazer este repasse para religiosas, leigos envolvidos nas obras sociais e escolas.
CRB Rio Ver quais são as forças que já trabalham com este tema para fortalecer ações..
Que o grupo de Justiça e Paz Nacional e Regionais assumam este tema como prioridade.
CRB Vitória envolver as/os religiosas/os, as dioceses, as escolas e os centros de referência.
Grupo de São Paulo, vai se encontrar dia 24 de novembro, para ver como articular a questão.Responsável Ir. Guadalupe ( fone 5674-0761.
Às participantes entregaram, por escrito, a sua avaliação seguida de uma partilha do sentir de cada uma sobre as expectativas iniciais. Todas expressaram que o curso atendeu as expectativas e que foi muito positivo a troca de experiências, conhecer várias congregações e que foram clarificados muitos conceitos, pois para muitas o tema era novo. Também foi avaliado como muito positivo ver que a vida religiosa à nível mundial vem se organizando. Manifestaram ainda sobre a metodologia participativa e muito envolvente. Foram levantadas várias inquietudes de como trabalhar com as causas e não apenas com as consequências. Foi trazido que o curso foi se dando num crescendo, que se percebeu uma certa desconfiança e resistência no início, mas que houve o diálogo e foi possível seguir. Também foi ressaltado a importância da visão religiosa e da mística do curso, e a necessidade de prosseguir, pois este foi o primeiro passo e a formação da Rede intercongregacional será importante para asseguramos espaços de articulação, e para responder com eficácia a problemática tratada . De igual modo, foi muito apreciado o apoio da UISG e da CRB frente a este tema tão desafiante. Os formadores também expressaram sua avaliação, e seguiu-se uma pequena cerimónia de entrega dos Certificados de Participação por parte da OIM.
Finalizando a equipe da CRB Nacional através das Irmãs Josi, Bernadete e Eurides dirigiram umas palavras de agradecimento aos formadores Stefano, Giulia e Ir.Franca, bem como ao trabalho de Ir.Antonia na tradução e de Ir.Roseli na articulação do evento e ofertou uma lembrança a cada um. Deu-se por encerrado, ressaltando o próximo encontro que acontecerá em Salvador Bahia de 28 de março a 01 de abril e finalizamos este evento com um delicioso almoço.